sexta-feira, 18 de julho de 2014

AUTISMO.

Publicado em 24 de Jan de 2014 por Leticia Maciel | Comente!

Inclusão de crianças portadoras de autismo na rede de ensino regular 

é essencial para o desenvolvimento de suas habilidades. 

Saiba como identificar o autismo infantil e o 

caminho certo para o desenvolvimento das crianças.


Criacas autistas na escola


A professora entra na sala no primeiro dia letivo na escolinha e a criançada, cheia de energia, 
conversa e brinca para aliviar as expectativas. A única exceção é um garotinho sentado
 na primeira fileira: calado, permanece o tempo todo com os olhos fixos em um ponto indetectável 
pelos colegas de classe. Até que, durante a aula, ele repentinamente se levanta e começa a passear 
pelo recinto. Ao tentar levá-lo para a carteira onde ele estava sentado, a professora é surpreendida 
com gritos, arranhões e pontapés. Em seguida, o silêncio. O menino fecha-se novamente em seu 
universo particular. Esse tipo de comportamento é comum em portadores de autismo e
 acaba escondendo suas habilidades criativas e intelectuais — as quais podem ser desenvolvidas
 com acompanhamento adequado e vivência escolar. Contudo, as reações aparentemente 
desconexas representam também uma das muitas dificuldades que os educadores, 
pais e familiares encontram para inserir o autista na sala de aula. Quando bem-sucedida, 
a inclusão escolar traz benefícios à criança e às pessoas que convivem com ela. 


Mais informação, melhor inclusão


Inserir o autista na sala de aula é a melhor forma de estimular as capacidades do portador. 
Além disso, as outras crianças da turma aprendem a lidar com as diferenças e tornam-se 
adultos com menos preconceitos”, explica César de Moraes, coordenador do Departamento de 
Psiquiatria da Infância e Adolescência da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). 
Devemos lembrar também o que é definido na Constituição: todo cidadão tem direito à saúde e 
educação. Partindo dessa premissa, o autista é um cidadão e o processo educacional é o 
mesmo”, completa Fábio Oliveira, da Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento 
Social (Abads). Para contribuir efetivamente com esse processo, é preciso entender o que, de fato, 
é o autismo. De acordo com Francisco Baptista Assumpção Júnior, professor da Faculdade de
 Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), trata-se de um transtorno de desenvolvimento 
de base biológica que compromete a cognição (habilidade ligada ao aprendizado, memória, 
percepção, entre outros atributos) e provoca alterações na sociabilidade
na linguagem e na capacidade imaginativa do indivíduo. Sua causa ainda é um mistério.
 “Acredita-se que fatores genéticos estão envolvidos, embora aspectos ambientais como 
quadros infecciosos ou traumáticos — também podem estar relacionados. 
Assim, não se deve pensar em uma causa única, mas sim em um conjunto delas, 
o qual ainda, infelizmente, não foi esclarecido.”

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